segunda-feira, janeiro 26

Vamos dar tempo ao tempo.

Como costuma-se dizer ao aconselhar amantes de novelas à là Globê, quando não se acha solução possível, o que se tem de fazer é dar tempo ao tempo.
Isso pode parecer um ato canibal de substantivos abstratos, mas não vêm ao caso.
Caros não-leitores,
Decidi seguir o conselho com o qual iniciei questo texto, e aqui estou eu mais uma vez. Se eu fosse um leitor me perguntaria, grosseiramente como de costume "Ué, não tinha dito que não ia mais postar e que ia tirar o blog do ar". Sim, meu caro outro eu grosseiro, eu disse. Mas como disse nas linhas acima eu dei tempo ao tempo. Um mês e quatro dias, pra ser mais exato. Se querem um motivo concreto: Mamãe foi pra Porto de Galinhas e deiou-me em casa, portanto repluguei meu computador e hoje escrevo-lhes novamente para os que me lêem e os que não me lêem. Sendo que o segundo grupo é extremamente maior, mas não vêm ao caso.
Vou procurar escrever aqui sempre que puder, mesmo que os assuntos forem pouco e sem graça, já que sou eu quem os lê somente, não há problema algum.
Isso é tudo pessoal,
Cruj Cruj Cruj, Tchau.




Até breve.

terça-feira, dezembro 23

Vou-me embora para Pasárgada. Ou qualquer outro local, Persa ou não.


Olá caros leitores que não me estão lendo. Sim, achei uma nova definição para não-leitores. Mas é a primeira que única vez que vou utilizar-me de tal adjetivo.

Digo primeira e única pois não creio que escreverei-lhes mais neste blog. Nem em outros. Motivo? Mamãe me ama muito e quer que eu dedique tempo integral ào nosso amor. Então passarei agora meus dias cortando grama, juntando folhas, cuidando do jardim, da louça, e nas horas de lazer vou assistir mais à novelas, telejornais e aos fins de semana vou ao shopping olhar coisas que não posso comprar e vou ir a missa aos domingos. Sim, sim. Já que lhes escrevo atualmente do notebook de mamãe pois meu computador encontra-se dentro do roupeiro e como decidi mudar de vida tenho de vendê-lo o mais cedo possível.

Então, caros leitores, não esperem que eu lhes escreva muito em breve, pois vou assassinar o resquício de criatividade e crítica que ainda me resta. Posso voltar aqui alguns dias, algumas semanas, alguns meses. Mas se chegar à este último poder deletar meu blog de seus favoritos, se é que ele está lá.

Muti brevemente estarei comemorando o nascimento de Jesus, e dois dias após, o meu. Então me desejem felicidades, e deixo aqui minha despedida enquanto procuro uma imagem para postar como acompante desta postagem.

Cruj Cruj Cruj Tchau.

quinta-feira, dezembro 18

Pseudocultura Vigoréxica


Olá senhores não-leitores.
Dia desses falei que estava lendo um folheto do "Natal Luz" e deu-me uma vontade de críticar a cultura da sociedade atual. Bem, além de render-me um belo post nonsense e nada inspirado, render-me-á um pouco de crítica publicável neste post que escrevo-lhes agora.
Bem, o caso é que, estava eu lendo o tal folheto e dei-me conta de tamanha decadência na programação cultural vem minha região sofrendo. Passando meus olhos pelo bonitinho folheto fui lendo a programação. Chegada do Papai Noel, missa de não sei o que, show de não sei quem...
Chegada do Papai Noel? Sim, claro, vamos ver o bom velhinho gastar o nosso dinheiro dos impostos descendo do helicóptero e subindo os gastos com presentes para celebrar o aniversário de um árabe baixinho e cabeludo. Falando nisso, sempre pensei que se Jesus existe ele deve estar "puto dos cornos" com os católicos. Ponhamse no lugar do cristão: Todo ano, no dia do seu aniversário (ou seja lá o que for que comemoram) as pessoas enchem as lojas para comprar milhares, milhões, bilhões de presentes. Ótimo! Magnífico! Você é a pessoa mais importante do globo terrestre! Mas veja bem, ao fim do dia, elas dão os presentes umas às outras. Como é?
Voltando ao assunto, após gastar o salário dos 8 meses de trabalho árduo (ou não), é uma alegria só, todos celebram a vida de cristo nosso rei. Temos feriado, dia de folga, ganhamos um monte de presente supostamente vindos do velho obeso mórbido e barbudo com as cores da coca-cola que desce pela nossa churrasqueira.
Pois bem, após celebrarmos várias missas en honra ao todo poderoso, vamos ao centro da cidade, pedir presentes ao papai noel, passear no trem dos escoteiros e assistir à shows de bandas que tocam os mais novos sucessos populares pseudoculturais com letras maliciosas e/ou pornográficas. Em geral é assim que comemoramos o natal. Fim de ano não é nada muito ignorante, por isso ovu deixar com vocês a opinião sobre tal evento.
Diante de tais eventos que acontecem todo ano e ao som de umas músicas emogélicas na Assembléia de Deus aqui ao lado, só me vêm à cabeça um pensamento:
Estamos voltando ao tempo em que a massa muscular é mais potente que a massa cinzenta.

Passar bem.
Cruj Cruj Cruj Tchau.

P.S.: Nenhum panfleto de natal foi ferido durante a produção deste post.

domingo, dezembro 14

Superman versus Hiperlink



Olá queridos (melhor que caros, que aliás não concorda semânticamente já que nem pagando vocês leriam isso) não-leitores do meu blog não-útil e não-popular.
Ao longo do tempo certos eletrodomésticos, eletroeletrônicos e outros eletro's foram mudando radicalmente o modo de vida das gerações que presenciaram a ascenção dos mesmos. Seu bisavô jogava bola-de-gude quando tinha tempo de folga depois de trabalhar na lavoura, seu avô jogava peão ouvindo o rádio, seu pai brincava de playmobil e via tevê quando podia, e você?
Neste início de século estamos numa das transições que eu citei acima. Eu não sabia mexer no computador aos 8 anos de idade, passava as horas vagas jogando futebol ou vendo Tom e Jerry na tevê.
Hoje em dia quando vou quinzenalmente visitar meu pai aos fins de semanas me deparo com a seguinte situação: Meu pai assistindo tevê e meu irmão de 4 anos me pedindo pra assistí-lo jogando GTA, ou The Sims 2, e de vez em quando dar uma olhada no seu orkut, chegar seu buddy poke.

Onde estão os heróis os quais minha geração tanto aclamou ao assistir seus épicos filmes, cartoons, ou até jogos no então emergente PlayStation 1? Onde estará a diversão que tinham nossos pais e avós em brinquedos materiais, e muitas vezes simples, não apenas digitais como se vê hoje em dia? Quem será que está errado, os antigos que defendem as fontes de lazer educativo e saudável ou as novas gerações que defendem a globalização e o avanço tecnológico nos brinquedos infanto-juvenis?

Outra questão é a terceira idade nas redes de relacionamento, mas isso eu vou tratar eu um outro texto, num futuro próximo (talvez futuro do pretérito, se não lerem aqui) se minha procrastinação permitir. O texto vai chamar-se algo como "Terceira geração e a terceira idade", ou não?